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Parisienses proibidos de se aquecer junto de lareira

Por suporte 23/03/2017 0 Comentários

Lareira a lenha: um equipamento «no grato» em Paris

O ano começou mal para os parisienses mais friorentos.

Desde o passado dia 1 de Janeiro que é proibido se aquecer junto de uma lareira a lenha na capital francesa.

Como é óbvio, os protestos dos habitantes têm ecoado em Paris, embora esta não seja uma medida inédita: em Londres e na Suíça, os fogos de lareira mais tradicional também já foram interditos.

O motivo desta acção drástica foi explicado por um trabalho do CNRS (Centro Nacional de Investigação Científica).

Afinal de contas, este órgão considera que o ar que circula na cidade de Paris, nas épocas de maior poluição, equivale ao de uma sala de cerca de 20 metros quadrados com oito fumadores.

Sendo assim, a decisão de interditar o aquecimento junto de uma lareira a lenha pretende diminuir essa contaminação do meio ambiente.

lareira

De resto, a publicação Le Parisien informa que o fumo oriundo desse tipo de aparelhos contribui para mais de 23% da poluição por partículas finas – com propriedades cancerígenas – na capital, o que é igual à circulação automóvel.

A France TV Info deita ainda mais «achas para a fogueira», assegurando que uma lareira a lenha emite igualmente contaminantes para o ar do interior das habitações.

Mesmo perante tantos argumentos, ninguém consegue dominar a impaciência dos parisienses.

Mas sempre podemos dar uma ajudinha: que tal conhecer alternativas mais ecológicas, em relação à lareira a lenha?

Lareira a gás dispensa a utilização da madeira e evita a produção de cinzas

Comecemos pelos aquecimentos a pellets.

Realmente, estas lareiras diferenciam-se por serem mesmo «amigas do ambiente».

Para além de evitarem o abate das árvores, os equipamentos aquecem o lar, graças a uma combustão «a seco», o que reduz a quantidade de dióxido de carbono emitido na atmosfera.

A acrescentar que as lareiras a pellets utilizam o combustível mais económico disponível, a seguir ao eólico e ao solar.

Os equipamentos que funcionam a gás também têm vantagens evidentes, se compararmos com as lareiras a lenha.

É que estes aquecimentos não necessitam da utilização da madeira.

Por esse motivo, não há qualquer produção de cinzas, nem de um odor a fumo desagradável.

Por outro lado, as lareiras a gás nem precisam de chaminé e são um equipamento cujo calor é 100% aproveitado. 

Finalmente, a destacar as lareiras a bioetanol.

Estes aparelhos não emitem substâncias nocivas, produzindo unicamente anidrido carbónico e vapor de água, para além de se tratar de um equipamento prático, que dispensa tubos de exaustão e qualquer tipo de ligação eléctrica, e de contar com um custo operativo bastante acessível: aproximadamente, 1€ por hora

Fonte: Diário de Notícias

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